A mastectomia total preservadora de pele, com preservação do complexo aréolo-papilar, deve levar em conta os tratamentos oncológicos adjuvantes clínicos e cirúrgicos. Em um estudo publicado no periódico Plastic & Reconstructive Surgery, em janeiro de 2016, cirurgiões plásticos da University of California (San Francisco, USA) avaliaram os fatores de risco para complicações após o segundo estágio da reconstrução mamária, envolvendo a troca do expansor por prótese.
Os autores revisaram todos os casos de mastectomia poupadora de pele da instituição que tinham completado a troca do expansor pela prótese com pelo menos três meses de seguimento. Eles desenvolveram modelos matemáticos estimados para obter riscos relativos (RR) da radioterapia, do tipo de dissecção linfonodal e da terapia hormonal em relação às complicações pós-operatórias.
Os autores avaliaram 776 reconstruções em 489 pacientes, com um seguimento médio de 26 meses. A radioterapia foi associada a maior risco de: deiscência da ferida (RR: 3,3), infecções que necessitaram de antibióticos orais (RR: 2,2), uso de antibióticos intravenosos (RR: 6,4), outros procedimentos (RR: 8,9), exposição do implante (RR: 3,9) e perda do implante (RR: 4,2).
A linfadenectomia axilar foi associada a um aumento do risco de perda do implante (RR: 2,0) em relação à biópsia de linfonodo sentinela. Como conclusão, os autores afirmaram que a linfadenectomia axilar aumenta o risco de perda do implante em comparação com a biópsia do linfonodo sentinela, independentemente da radioterapia. Portanto, pacientes que necessitam de linfadenectomia podem ser encorajados, quando possível, a submeterem-se a cirurgias mamárias mais conservadoras ou a reconstrução autóloga.
A íntegra do estudo pode ser acessada em:



