As feridas crônicas apresentam desafios únicos para os profissionais de saúde, por colocar os pacientes em risco aumentado de morbidade e mortalidade. Avanços na tecnologia de tratamento de feridas têm expandido as opções terapêuticas disponíveis, mas poucos produtos ou dispositivos atendem plenamente as deficiências fundamentais responsáveis pelo desenvolvimento de feridas de difícil cicatrização.
No futuro, o tratamento ou controle dessas deficiências irá, sem dúvida, desempenhar um papel chave no tratamento desses pacientes. Há um amplo entusiasmo em torno do campo da biologia das células-tronco, por ser uma grande promessa na reparação de tecidos em várias doenças.
Para melhor compreensão do estado atual e das perspectivas futuras da terapia com células-tronco na cicatrização de feridas, pesquisadores da Universidade de Stanford (Califórnia, Estados Unidos) fizeram uma ampla revisão da literatura sobre o tema, discutindo as razões e o fascínio por trás de produtos à base de células-tronco. O estudo foi publicado no periódico Plastic and Reconstructive Surgery, em setembro de 2016.
Além disso, os autores propõem dois desafios ainda hoje presentes. O primeiro é entender as novas terapias baseadas em células-tronco. O segundo é verificar como esta tecnologia transita em torno da medicina translacional, que visa agilizar a transferência dos resultados da pesquisa básica para a pesquisa clínica (ou seja, da teoria à prática).
Dado o período relativamente recente no qual essa nova tecnologia tem sido aplicada na cicatrização de feridas, há inúmeros desafios em torno de sua utilização efetiva, incluindo a identificação da população ideal de células-tronco que deve ser usada e a determinação do melhor método para sua aplicação. No entanto, um progresso significativo tem sido feito, com vários ensaios clínicos começando a demonstrar benefícios confiáveis.
Como conclusão, os autores afirmam que a trajetória promissora das tecnologias de células-tronco fornece uma excelente oportunidade para impactar positivamente os resultados do tratamento de pacientes com feridas, por meio da aplicação controlada dessas novas terapias regenerativas.
Veja a íntegra do estudo aqui: http://journals.lww.com/plasreconsurg/Fulltext/2016/09001/The_Role_of_Stem_Cell_Therapeutics_in_Wound.7.aspx



