Um dos módulos de avaliação do consagrado FACE-Q foi recentemente validado para análise de satisfação dos resultados e dos possíveis efeitos adversos de cirurgias estéticas na região órbitopalpebral, segunda relata recente artigo publicado no JAMA Facial Plastic Surgery.
Neste modulo, são incluídas quatro escalas de aparência que contém sete itens referentes ao aspecto dos olhos. As duas primeiras escalas são “aspecto geral dos olhos” e “aspecto geral da face” e medem a satisfação estética geral dos pacientes, enquanto as duas escalas seguintes “pálpebras superiores” e “pálpebras inferiores” incluem o checklist de efeitos adverso, aferindo eventuais insatisfações do paciente com o resultado do procedimento e sua nova aparência.
Um total de 233 pacientes participaram do estudo, sendo 82% composto de pacientes do sexo feminino. Para análise e validação estatística, os pesquisadores utilizaram a teoria de mensuração de Rasch, que apoia a confiabilidade e validade das quatro escalas, amparando a evidência que cada resposta das escalas se agrupam e funcionam como um único item a ser mensurado.
Os resultados dos grupos avaliados no pré-tratamento mostraram que a idade mais avançada se correlacionou com escores mais baixos em “aspecto geral dos olhos” (R = -0,42; P = 0,001), “pálpebras superiores” (R = -0,51; P <0,001) e também com a escala de satisfação geral com a aparência facial (R = -0,35; P = 0,001).
Já o grupo de pós-tratamento apresentou correlação entre pacientes com idade mais avançada e pontuação mais baixa para “pálpebras inferiores” (R = 0,21; P = 0,01) e a escala de geral de satisfação com aparência facial (R = 0,21; P = 0,01).
Noventa e seis pacientes completaram a lista de verificação de efeitos adversos do módulo em uma média de 11 meses após cirurgia de Blefaroplastia (intervalo, 0,5 – 54 meses). Os efeitos adversos mais comuns relatados foram as cicatrizes palpebrais (38%), irritação ocular (33%), lacrimejamento excessivo (25%), “olhos encovados” (10%) e dificuldade em fechar os olhos (4%).
Baseado nos resultados, os autores concluem que para pacientes submetidos à blefaroplastia, a aparência geral dos olhos foi correlacionada com o número de efeitos adversos pós-operatórios experimentados. Pacientes pré-tratamento relataram escores de satisfação mais baixos para a aparência dos olhos, pálpebras superiores e inferiores e satisfação com a aparência facial geral, além de função psicológica e social diminuída, em comparação com os pacientes que foram submetidos a um tratamento cirúrgico das pálpebras.
Leia o estudo na íntegra: http://jamanetwork.com/journals/jamafacialplasticsurgery/article-abstract/2548280



