Pesquisadores ingleses publicaram no Plastic and Reconstructive Surgery Journal (PRS), de junho, o chamado princípio de ICE. Trata-se de uma fórmula simplificada para o planejamento da incisão infra mamária, como parte do processo de seleção do tipo de implante.
Os autores já tinham publicado recentemente um artigo sobre proporções ideais das mamas, descrevendo 45:55 como a forma que aparentaria ser mais natural. O novo princípio também ajuda a definir o melhor local de posicionamento para atingir essa proporção.
A fórmula proposta considera a dimensões do implante (I), menos a capacidade da mama (distancia do mamilo até o sulco em tensão), (C) = qual medida em cm deve colocada a incisão abaixo do sulco natural (E). O objetivo do estudo foi testar a precisão do princípio da ICE para a produção de resultados estéticos belos e naturais.
Foram analisadas prospectivamente 50 mulheres, submetidas a aumento mamário primário, com incisão infra mamária e que receberam implantes anatômicos ou redondos. O princípio ICE foi aplicado a todos os casos a fim de estabelecer a seleção do tipo de implante, a via de colocação (subfascial ou submuscular), e a posição da incisão. Mudanças nas medidas através de fotografias digitais pré-operatórias e pós-operatórias foram coletadas como parte da avaliação.
Como resultado, observou-se que a média da medida de proporção entre polo superior e polo inferior mudou de 52:48 para 45:55 (p <0,0001). A média de angulação do mamilo foi estatisticamente significante, com elevação de 11 graus para 19 graus em direção superior (p ≤ 0,0005). Precisão da colocação da incisão no sulco foi de 99,7% à direita e 99,6% na esquerda, com um erro padrão de apenas 0,2%. Houve uma redução na variabilidade de todos os parâmetros importantes.
Os autores concluíram que, usando o princípio ICE para o planejamento cirúrgico, pode-se atingir resultados estéticos mais naturais e precisos.
Veja o estudo completo aqui: http://migre.me/ukthc
Mallucci, Patrick M.B.Ch.B., M.D.; Branford, Olivier Alexandre M. A., M.B.B.S., Ph.D.
NOTA 1: J Plast Reconstr Aesthet Surg. 2012 Jan;65(1):8-16. doi: 10.1016/j.bjps.2011.08.006. Epub 2011 Aug 24.



