Um estudo publicado em janeiro no periódico Plastic and Reconstructive Surgery (PRS) investiga a anatomia funcional dos compartimentos gordurosos profundos da face, com o objetivo de fornecer informações sobre os efeitos do uso de preenchedores, considerando pacientes de faixas etárias distintas. Segundo os autores, o levantamento é relevante devido à alta procura pelo procedimento estético, que é minimamente invasivo e surte bons resultados contra sinais de envelhecimento.
Foram avaliados 40 espécimes cefálicos frescos congelados de 17 doadores caucasianos do sexo masculino e 23 do sexo feminino (idade média de 76,9 anos; índice de massa corporal médio de 23,6 kg/m2). Os procedimentos de tomografia computadorizada e ressonância magnética foram realizados com materiais coloridos, contrastados com propriedades reológicas semelhantes às dos preenchedores de tecidos moles comercialmente disponíveis. Dissecções anatômicas foram realizadas para guiar as conclusões.
Não foram detectadas influências estatisticamente significantes de idade ou sexo na amostra investigada. Quantidades aumentadas de contraste injetado não se correlacionaram com o deslocamento inferior do material em qualquer um dos compartimentos adiposos investigados: piriforme profundo, malar profundo medial, malar profundo lateral, nasolabial profundo (localizado dentro do espaço pré-maxilar) e suborbicularis oculi medial e lateral.
O aumento do volume nos compartimentos gordurosos profundos da porção média da face não causou deslocamento inferior do material injetado. Isso ressalta o papel das injeções profundas de preenchimento de tecidos moles (isto é, em contato com o osso) no fornecimento de suporte para estruturas sobrejacentes e resultando em projeção anterior.
Leia mais aqui:
https://journals.lww.com/plasreconsurg/Fulltext/2019/01000/The_Functional_Anatomy_of_the_Deep_Facial_Fat.12.aspx



