Embora o enxerto de gordura tenha se tornado uma tática amplamente utilizada na cirurgia plástica estética e reconstrutiva, há varias questões relacionadas ao seu potencial regenerativo e também à confiabilidade da permanência do enxerto que ainda não estão totalmente respondidas.
Estudo publicado no Aesthetic Surgery Journal (ASJ), desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Aachen – Alemanha, examinou a gordura aspirada de diferentes áreas anatômicas e correlacionaram com as propriedades celulares ideias para ter o melhor enxerto a ser utilizado cirurgicamente.
Vinte e cinco pacientes saudáveis foram submetidos a retirada de gordura do abdome, face interna da coxa e dos joelhos. Foram realizadas medidas quantitativas dos fatores solúveis do aspirado e, em seguida, se avaliou o rendimento, a diferenciação adipogênica, a proliferação de células vasculares da fração estromal (SVF) e a porcentagem de Stem-Cells no SVF. Os resultados também foram correlacionados com o índice de massa corporal (IMC) dos pacientes.
Como resultado, observou-se uma concentração de metaloproteinases de matriz celular (MMP-9) significativamente maior no abdome que no joelho. O conteúdo de fator de crescimento básico de fibroblastos (b-FGF), fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGF) e fator de crescimento insulina-like (IGF-1) tenderam a ser mais elevados na gordura abdominal. Entretanto, não houve significância estatística na análise final.
Os autores concluem que o abdome pode ser considerado, sensivelmente, uma área doadora mais eficiente que a face interna da coxa e os joelhos devido a riqueza de elementos celulares que otimizam os enxertos. Porém, como apenas a concentração de MMP-9 atingiu significância estatística, e não foram observadas diferenças nas características do fator estromal vascular, outros critérios (clínicos e cirúrgicos) também podem justificar a decisão de escolha da área doadora primaria.
Veja a íntegra do estudo aqui: http://dx.doi.org/10.1093/asj/sjw022



