Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional São Paulo

Classificação dos defeitos mandibulares e algoritmo para reconstrução microcirúrgica

Os defeitos de tecidos compostos da região mandibular levam a um déficit funcional importante, além de deformidade estética. Cirurgiões plásticos de grandes centros americanos realizaram um estudo no qual eles classificam o padrão dos defeitos mandibulares e descrevem um algoritmo de tratamento microcirúrgico. Esse estudo foi publicado no periódico Plastic and Reconstructive Surgery, em abril de 2015.

Foi realizada uma revisão retrospectiva das reconstruções microcirúrgicas de defeitos de tecidos compostos, de julho de 2005 a abril de 2013, no R Adams Cowley Shock Trauma Center e no Johns Hopkins Hospital, incluindo 24 pacientes com média de seguimento de 17,9 meses. As causas dos defeitos mandibulares foram tumores, osteorradionecrose, trauma, infecção e deformidade congênita. Os pacientes com defeitos compostos foram classificados de acordo com a subunidade perdida.

Um algoritmo de tratamento baseado nos defeitos compostos mandibulares e nas reconstruções microcirúrgicas foi desenvolvido e utilizado para tratar esses 24 pacientes. Um defeito tipo 1 é um defeito dentoalveolar unilateral, que não cruza a linha média e não se estende ao ângulo da mandíbula. Um defeito tipo 2 é um defeito unilateral, que se estende além do ângulo da mandíbula. Um defeito tipo 3 é um defeito bilateral, que não envolve os ângulos da mandíbula. Um defeito tipo 4 é um defeito bilateral, que se estende a pelo menos um dos ângulos da mandíbula.

No grupo deste estudo, o defeito tipo 2 foi o mais comum. A reconstrução microcirúrgica foi realizada com retalho de fíbula (n=19) ou de crista ilíaca (n=5). As complicações foram infecção, necrose parcial, fratura da placa, deiscência e trombose microvascular.

Como conclusão, os autores afirmam que esse novo sistema de classificação e algoritmo de tratamento permite um método confiável e consistente de abordar os defeitos mandibulares, com foco nos vasos receptores e nas características do retalho livre. Veja a íntegra do estudo aqui.